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Vitamina D: muito além do osso

A vitamina D faz mais do que fixar cálcio. Veja o que a pesquisa mostra sobre suas outras funções e por que a deficiência é comum mesmo no Brasil.

Equipe Fitobrasil Fitobrasil — indústria de suplementos, Taquara/RS
Composição gráfica com sol amarelo e ondas verdes da marca.
Composição gráfica com sol amarelo e ondas verdes da marca.

Por décadas a vitamina D foi arquivada como “a vitamina do osso”. A pesquisa das últimas duas décadas mostrou que a história é maior — e também mais cheia de perguntas em aberto do que o entusiasmo sugere.

Não é bem uma vitamina

Do ponto de vista bioquímico, a vitamina D se comporta mais como hormônio: é sintetizada na pele a partir da exposição solar, transformada no fígado e ativada no rim.

Receptores para sua forma ativa aparecem em tecidos muito além do osso — o que abriu toda a linha de investigação sobre ações extraesqueléticas, revisada por Bouillon e colegas na Endocrine Reviews.

País tropical não garante suficiência

Parece contraintuitivo num país ensolarado, mas deficiência de vitamina D é comum no Brasil. As razões são práticas: vida majoritariamente em ambiente fechado, uso de protetor solar, pele mais pigmentada sintetizando menos, e latitude sul com inverno de sol fraco.

O artigo clássico de Holick no New England Journal of Medicine descreve os fatores que reduzem a síntese cutânea e as consequências da depleção prolongada. Estudos indicam que a correção da deficiência previne desfechos ósseos relevantes em populações de risco.

O que está bem estabelecido

  • Absorção intestinal de cálcio e fósforo
  • Mineralização óssea e manutenção da densidade
  • Participação no funcionamento do sistema imunológico
  • Contribuição para a função muscular

O que segue em investigação

Associações com doenças cardiovasculares, autoimunes, metabólicas e com desfechos de infecção respiratória apareceram em muitos estudos observacionais. Nem todas se confirmaram em ensaios clínicos randomizados.

Aqui vale a régua honesta: correlação encontrada em população não é o mesmo que benefício comprovado em indivíduo.

Sol, comida e exame

A síntese pela pele é a principal fonte. Na alimentação, aparece em peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados — em quantidades modestas.

Suplementar sem medir é chute. A dosagem sérica é barata, amplamente disponível, e é ela que orienta a conduta junto a um profissional de saúde.

Fechando a matéria

Referências

  1. Bouillon R, Marcocci C, Carmeliet G, et al.Skeletal and Extraskeletal Actions of Vitamin D: Current Evidence and Outstanding Questions. Endocrine Reviews. 2019;40(4):1109-1151. acessar
  2. Holick MF.Vitamin D Deficiency. New England Journal of Medicine. 2007;357(3):266-281. acessar

Conteúdo informativo produzido pela Fitobrasil. Suplemento alimentar não é medicamento e não substitui alimentação equilibrada nem acompanhamento de profissional de saúde. Gestantes, lactantes e crianças precisam de orientação profissional antes do uso.